Buenas noches...
Graças a Deus chegamos em Punta Hermosa, depois de enfrentarmos um atraso de três horas em Cumbica graças aos seus "controladores de vôo". Chegamos às 5:00 h na pousada, e os moleques já estavam na adrenalina de ir para água.
O mar apresentava uns 3 pés, suficiente para a alegria total, após esta primeira queda, a sensação de " vale a pena toda e qualquer roubada, para depois desfrutar do que a natureza nos oferece” era geral.
Luan: "peguei uma ali que foi umas 10 manobras né pai? Muito bom o pico, a tarde vou voltar com a guns.." Voltamos na parte da tarde e o mar já apresentava séries de 4 a 6 pés. "Foi o maior mar que já pegamos", Luan e Yrvin conversaram na praia, e olha que eles surfaram só no rabinho da onda.
Natureza maravilhosa que Deus nos deu.. Amanhã escalaremos mais um degrau.
Terça-feira amanheceu com ondas de 5 a 8 pés, em séries com outside oceânico.. Sem exitar por um segundo os moleques rumaram remando em direção ao pico. Como disse Flávia, esposa de Luizfer, um Towin Surfer daqui e dono da pousada em que ficamos hospedados "Aqui se conhece a atitude de um surfista dependendo da direção do bico da prancha dele quando ele rema" e os dois valentes surfistas Luan Wood, 11 anos e Yrvin Ravi também 11 anos se meteram sem nem saber na verdade o que os esperava. A natureza é mãe e generosa, uma série perfeita de uns 5 pés trouxe o pequeno Luan rabiscando uma parede enorme, com força desproporcional a sua idade, uma seqüência linda de manobras. Yrvin ainda tentando reconhecer o ambiente ficou mais para o canal, mas mesmo assim surpreendeu a mim que já o conheço desde seu aparecimento no surf.
Mais uma barreira quebrada, mas as crianças pediram para não pegar mais ondas grandes por hoje.
Como o respeito tem que ser o primeiro a imperar, fomos a San Bartolo aonde há uns piers e quebra mu-mu para a diversão.
Quarta-feira já acordamos com a trip direcionada para Punta Rocas, sem saber o que nos esperava. Chegamos ao pico e séries de 5 pés quebravam com uma massa d´água incalculável. Na praia comentei com o Jorge Costa (Shaper): "se eles entrarem e ficarem no canal assistindo já será um aprendizado enorme". Ao chegarem ao outside nem pensaram, começaram a surfar como se já estivessem estado em um mar de responsa como aquele, por varias vezes. Surf de linha, manobras limpas e redondas, força e lições.
A natureza tem forças descomunais, não medidas por duas crianças, que com a mesma graça da natureza que os protege e ensina a respeitar o poder de Deus, enfrentam paredões de água para aprimorar seus dons. Estamos aqui nesta trip, hoje é o décimo dia e mal consegui relatar os quatro primeiros... Mas esperamos crescer com os ensinamentos...
Junto na barca temos um exemplar da HARDCORE onde a Silvana Lima estampa a capa, e nesta mesma edição tem altas dicas de picos aqui no Perú mais ao Norte. Estaremos comemorando os 18 anos de HARDCORE nessa viagem, esperando um dia aparecer nas páginas de um número especial, de um próximo aniversário.
Parabéns HARDCORE e que nos ensine muitos outros caminhos para que possamos num breve futuro percorrê-los.
ALOHA!!
Invistam em seus futuros.
Woodbrothers MKT
Paulo Eduardo
Team Manager
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