10 perguntas para mineirinho

Adriano de souza venceu a prova australiana do wqs que rolou em newcastle. na etapa do tahiti fez bonito ao lado do campeão bruno santos até enfrentá-lo nas quartas-de-final. por terminar em quinto, pulou da nona para a sexta colocação no ranking. na elite mundial é hoje o brazuca melhor colocado. confira o bate-papo que tivemos com ele durante o evento da pesada esquerda de teahupoo
Por Eduardo Stryjer

1 - Fale um pouco da sua vitória no Mark Richards Pro.
Este evento é muito legal, pois é um dos mais tradicionais do circuito. Apesar de eu ter decidido ir para lá meio que de última hora, cheguei bem concentrado e com vontade de ter um bom resultado. Fui me soltando bateria a bateria e imprimindo um ritmo bom em cada uma até a final. A vala é muito parecida com a que surfo no Guarujá. Fiquei muito contente por essa vitória.

2 - A final foi contra o Jeremy Flores. Vocês competem juntos desde os eventos do Pro Junior. Rola uma certa rivalidade entre vocês?
Ano passado nós competimos umas duas ou três vezes. No Pro Junior nunca caímos na mesma bateria. Temos uma relação bem legal, acho que por sermos da mesma geração e termos os mesmos objetivos e, é claro, por nos conhecermos há um bom tempo, temos uma boa amizade.

3 - Você acha que o cara é bom?
Eu o acho muito bom. É um surfista que além de talentoso é muito bem preparado e competitivo. Com certeza vai estar aí por vários anos.

4 - Como é competir nas provas do WQS estando no WCT, já que a maioria das etapas rola em picos que não são “aquela maravilha”? 
Mesmo com meu foco nas etapas do WCT, tenho dentro de minha programação algumas etapas do WQS, para sempre ter uma gordura caso precise. Aí vou administrando em cima dos meus resultados. Um exemplo foi o ano passado. (Mineirinho se garantiu no CT pela classificação na divisão de acesso).       

5 - Tem uma galera nova que está vindo com tudo. Você acredita que logo teremos uma troca de guarda no mundial?
Acho que a troca já está começando, mas não será de uma vez. Vai ser pouco a pouco. O tour é difícil e cansativo, tem de estar com tudo ok e algumas coisas só vêm com muito trabalho e experiência. Mesmo assim tem vezes que não dá certo.

6 - Você é o melhor brasileiro do ranking antes da etapa de Fiji. É muita pressão se manter entre os top16?
Não, não existe pressão, existe sim muita vontade e determinação para fazer o trabalho da melhor maneira possível e para que os planos sejam alcançados.

7 - O dream tour 2008 apenas começou. Apesar do Kelly ter caído no round 3 em Teahupoo, parece que está instigado de novo, não acha?
Ele sempre está instigado. O tour é a vida dele, só que às vezes dá um tempo para aliviar a cabeça. Ele sempre vem com tudo e vai administrando seu foco. Este ano está na pilha do título.

8 - Dizem as probabilidades que você irá encontrá-lo bastante nas baterias iniciais das próximas etapas. O que acha disso?
Eu tenho que tirar proveito e procurar adquirir experiência com as situações, olhar com positividade. Evoluir competindo com ele e, é claro, buscar a vitória, que está cada vez mais perto.

9 - Sente dificuldade em surfar alguma onda do tour?
Conhecer e surfar todas as ondas do WCT fez parte da minha preparação e ainda faz, pois busco surfar ao máximo as ondas do circuito. Pipe não chega a ser uma dificuldade, mas é uma onda que estou estudando e trabalhando bastante, pois não é como Teahupoo e outras que você consegue treinar. Mas estou conhecendo-a e cada vez mais confiante. Sinto que evoluo a cada temporada.

10 - O que tem achado dos brasileiros que integram a elite?
Acho que somos um grupo forte, bem focado e com vontade de se dar bem.

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