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| 10 perguntas para Paulo kid |
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É ex-competidor, já viajou o mundo atrás das melhores ondas e resultados. Hoje faz com que as melhores manobras e notas sejam executadas por seus atletas. como treinador do atual líder do billabong pro jr. series e de mais uma grande trupe, kid se esforça para estar o tempo todo com eles e fazer com que estejam sempre no topo, como foi o caso de alejo muniz.
Por Bruna Tonzano |
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1- Há quanto tempo trabalha com o Alejo?
Faz três anos. Ele foi morar no Guarujá para fazer um trabalho com um preparador físico, o Ricardo Vilalva (mais conhecido como Teacher) e uma psicóloga.
2- Qual é a estratégia de vocês para que ele se dê bem?
O foco com o Alejo é mais na concentração e no equilíbrio emocional, porque o surf ele tem muito forte. Então procuro ficar junto para passar um pouco de tranqüilidade, trocamos idéia de como está o mar, qual equipamento usar, mas principalmente a autoconfiança, para ele poder fazer o surf e encontrar as ondas.
3- Esse foi o primeiro título expressivo de Alejo, acredita que outras vitórias não apareceram antes por esse descontrole emocional?
Posso dizer que o controle emocional é o ponto que mais precisa ser trabalhado nele, porque a parte técnica é muito boa. Ele é muito raçudo, muito competitivo, sempre quer o melhor resultado, para ele sempre interessa a vitória. Mas como está com 18 anos, faz parte dessa maturidade, acho que nos próximos anos, continuando o trabalho, ele vai atingir essa maturidade para ser um competidor de primeira linha.
4- Como vai ser o treinamento para que permaneça nessa constante?
Pensar na segunda etapa ainda não dá, pois está longe ainda, mas a idéia é ele fazer umas duas ou três viagens internacionais para aprimorar a técnica em ondas de qualidade, que é o que já vem fazendo há dois anos. Nós não estamos preocupados com o WQS agora, nosso foco, em termos de competição, é o Pro Jr.
5- Além do Alejo, quem mais você treina?
Que está constantemente comigo lá no Guarujá é o Thiago Camarão, Junior Faria, Heitor Pereira, Jessé Mendes, Sidney Guimarães e tem mais uma garotadinha que está vindo aí. |
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6- Como faz para acompanhar toda a molecada?
Procuro dividir o melhor possível para poder dar atenção a todos. É corrido, bastante puxado, mas é o trabalho... É o trabalho que eu gosto. Acho que quando a gente faz aquilo que gostamos, conseguimos fazer melhor.
7- Cada um tem sua característica, como faz para não parecer que puxa mais para o lado de um ou de outro?
É um pouco difícil, em termos de trabalho técnico, pois cada um tem a sua personalidade, cada um tem que ser abordado de uma maneira diferente e isso nós vamos aprendendo, não é uma coisa que sabemos logo de cara. E cada dia aprendemos mais. Quanto à atenção, não é nada fácil quando está todo mundo, mas dentro do meu trabalho, vejo os momentos que um precisa de mais atenção que o outro e vice-versa. Então trabalhamos dessa maneira, de acordo com o objetivo de cada um. Às vezes vão ter alguns que vão precisar de mais de mim em determinados momentos.
8- O Wiggolly* e o Alejo sempre estão juntos, competem, viajam juntos. O que vê que um tem, já o outro não. Faz o que para melhorar?
Acho muito bom eles estarem juntos, ainda mais sendo da mesma equipe. Eles têm uma rivalidade grande, mas é saudável, que faz os dois evoluírem, sempre procurarem o melhor resultado. Quanto às diferenças, o Alejo tem uma parte técnica muito alta, assim como o Guigui. Talvez o Guigui tenha um pouco mais de frieza, de malícia na hora de competir. São diferenças, mas eu diria que estão no mesmo nível. |
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9- Pelo bom desempenho de Alejo, o técnico da seleção brasileira no ISA Games, Otoney Xavier, o convidou para fazer parte da equipe desse ano, mesmo antes da vitória. Isso já mostra que o caminho estava mais que certo, não?
Sim, com certeza. O Alejo já fez parte da equipe do ISA em várias competições e um desejo dele era poder participar na equipe Junior (Até 18 anos), já que esse é seu último ano. Ele quer ir com tudo e voltar para o Brasil com o título. Esse convite foi muito bom porque deu a possibilidade dele ficar treinando sem precisar correr a primeira etapa do circuito amador para poder se classificar.
10- E como técnico, qual é a sensação de ver seu atleta vencendo pela primeira vez?
É de trabalho realizado, estava vendo que o Alejo queria muito essa vitória. Acho que uma porcentagem dessa conquista tem a minha participação, então é a realização dessa participação pequena ter dado certo, dele ter conseguido esse objetivo. Tenho certeza que esse resultado vai motivá-lo e dar uma autoconfiança maior para ele nos próximos campeonatos.
*Wiggolly Dantas não é treinado por Paulo Kid, mas recebe um auxílio quando estão juntos nos campeonatos. O treinamento do ubatubense é acompanhado pelo Jacó, professor da Escolinha de Surf da Prefeitura de Ubatuba. |
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